14 de fevereiro de 2012

O Fanzine Protocolo 8 esta no ar! Entrevista Exclusiva com o Autor



Com o intuito de ajudar o mercado nacional de HQ/Fanzine, o Subverso Nerd disponibiliza um espaço para os novo talentos e o primeiro a estampar a sua arte nas paginas do Subverso, é o artista Léo Amorim, que depois de algum tempo trabalhando em sua obra o Protocolo 8, ele finalmente esta lançando o seu trabalho através da internet em seu blog.


1º pagina da obra


A partir de hoje ele estará disponibilizando em toda a terça e quinta, uma nova pagina de seu fanzine, no formato webcomics.

Aqui esta uma entrevista exclusiva com o autor da obra, o Protocolo 8:



Qual o seu nome e sua idade?


Me chamo Leo Amorim, e tenho 20 anos.

Desde quando você curte desenhar?


Desde muito guri. Na casa dos 4 ou 5 anos, mas só com 8 que fui me interessar mesmo.

Quando você descobriu que gostava de desenhar e qual foi o personagem que te inspirou?


Vi o desenho como arte e profissão só aos 15, acho eu. Sempre gostei muito do Thor, creio que foi o personagem que marcou minha infância.



Há quanto tempo você esta no projeto Protocolo 8? 


Há cerca de dois anos e meio. Entre escrever e ilustrar.

Antes do P8, você chegou a ter outro projeto, se sim qual foi o nome?


Na verdade, estive mais envolvido em projetos e outras áreas das artes. Nas HQ’s, eu cheguei a ter uma primeira história, chamada “Hunter”, mas acabei engavetando, por vergonha HUAHUAH. Mas foi aí que os primeiros traços e ideias de “Protocolo 8” foram surgindo. Então, “Hunter” até que serviu pra alguma coisa HUAHA.




Em algum momento você chegou a pensar em desistir do projeto? Se sim, o que fez você mudar de ideia e manter o projeto?

Com certeza. Talvez pela demora até pensar e escrever a história, o ânimo enfraquece. Mas alguém que sempre foi uma inspiração pra mim, foi Alan Moore. E me lembro de que em uma entrevista, ele diz: “Mesmo que você passe por falta de grana, fique desacreditado, cansado, queira tomar um caminho mais fácil. Sempre, seja sempre honesto com você mesmo, porque só assim você fará o que gosta, e assim, independente das dificuldades, você conseguirá!”. Sempre tento manter isso vivo na cabeça, todos os momentos.

No desenrolar da criação da história você fez alguma alteração que hj foi muito importante no enredo da historia?

Ah sim! A vantagem de se trabalhar sozinho é essa, você pode analisar durante todo o processo o que fica melhor na história. E penso que se você pode fazer algo melhor, ou para que algo fique melhor, então faça! Mesmo depois de escrever, sempre volto para conferir se não há algo que possa ser mudado ou incrementado.

Bom aproveitando o tema, o que você esta achando do atual estado do mercado editorial de hq?

Fraco... E é complicado apontar um único culpado. Gostando ou não, quadrinhos ainda não alcançaram um patamar “de respeito” na leitura do brasileiro, o velho problema de conquistar público novo. Sem público novo, artistas, roteiristas e editoras não se sentem compelidos a trabalhar esta mídia, no fim acabamos vendo descaso geral. Uma pena.


Para você qual foi a melhor HQ publicada?  

Difícil. Mas pra mim é empate entre Watchmen e V de Vingança. Além do fato de ser fã do bruxo inglês, são duas HQ’s que tem importância pessoal, então por mais puxa saco que pareça, com certeza são as duas HQ’s de maior valor pra mim.


Conte-nos um pouco sobre o Protocolo 8, qual a sua origem, sua fonte de inspiração, esse tipo de coisa de autor de hq?

Senta que lá vem história HUAHUAHA. Bom, Protocolo 8 é uma história construída por camadas. Existe um âmbito psicológico do protagonista, somado a isso há o plano político; ambos os planos se cruzam por vezes, um interfere no outro. Como disse antes, Watchmen me marcou muito, e uma das coisas que tirei de lá foi o “Diário de Rorschach”, então o texto da HQ tem esse aspecto de confissão, desabafo, o que foi muito bacana fazer, me colocar na pele do personagem, tentar entende-lo inserido dentro de um ambiente tão caótico quanto o dele. Sempre fui fascinado por guerras, não pelas explosões e armamentos simplesmente, mas pelo lado psicológico do soldado, o quão chocante deve pra um cara sair de casa e ter que ficar de vigia o tempo inteiro pra não levar um balaço na cabeça. Enfim, coisas que levavam o stress da mente humana aos seus limites sempre me interessaram, foi aí que me baseei na construção dos personagens. Já o plano geral da história, foi relativamente mais fácil, já que eu cursava História na faculdade quando comecei a criar a história, então foi fácil buscar material, desde conspirações políticas até o ato de arriscar “previsões”. Tentei estabelecer ligações entre acontecimentos mundiais para dar esse “efeito dominó” na trama, coisas desde conflitos na região dos Balcãs, chegando aos ataques na internet recentemente vistos. Ou seja, tem um bocado de coisa em Protocolo 8.

Se você fosse indicar para os seus leitores obras (além das citadas) como referencia para a sua obra, qual história você indicaria?

Além de V e Watchmen, tenho algumas recomendações sim. Duas HQ’s que admiro muito são “Soldado Desconhecido” e “100 Balas”. A primeira sobre a guerra civil no Congo, na minha opinião, uma das melhores HQ’s que li nos últimos tempos, já “100 Balas” por ser do Azzarello, tem um estilo bem próprio que foge dos super heróis e acaba fazendo de algo “simples” realmente muito bom, sou fã do estilo de histórias dele. Há também alguns filmes que curto bastante e me ajudaram demais: Trilogia Bourne, Syriana e Munique é alguns deles. Livros o que posso recomendar é Ken Follett, em especial o livro “O Buraco da Agulha”, e o já clássico Tom Clancy, jogos e livros.

Teria como você nos falar se o Protocolo 8 vai ser uma série ou vai ser minissérie?

Série! Protocolo 8 pode demorar a ser finalizada pelo conteúdo, mas terá o formato dos mangás “início, meio e fim”. Não vou explorar ao ponto de esgotar o título, como é de praxe. Quero construir algo sólido, fechado.

Não esqueçam de acompanhar o fanzine Protocolo 8, neste link

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